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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Yemojá Ìyá odò

 
 
 Yemo  é um Òrìsà africano, cujo nome deriva da expressão Yorùbá Yèyé Omo ejá, Mãe cujos filhos são peixes. Os Egbas, que viviam inicialmente em um local no sudoeste da Nigéria, entre Ifé e Ibadan, onde há um rio chamado Yemojá que desagua no Mar.
Para os Yorùbás, a divindade do mar é Olokun, entidade feminina na Nigéria e masculina no Benin, um Òrìsà quase esquecido no Brasil.
Yemojá seria a filha de Olokun, Deus em Benin e deus do mar em Ìfè. Numa das histórias ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, o Senhor das Adivinhações, depois com Olofin, o Rei de Ifé. Com este último teve dez filhos, cujos nomes enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Òrìsàs.
Alguns nigerianos consideram Yemojá como a deusa da pororoca (encontro do rio com o mar) onde os pescadores retiram alimentos e usufruem das águas.
Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras noturna.
No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Yemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centenas de milhares de adeptos vão, cerca de meia noite, acender velas ao longo das praias, entregar oferendas e outros presentes no mar. Nesse momento sagrado diversos agradecimentos e pedidos são feitos.
O principal templo de Yemojá está localizado na cidade de Abéòkútá. Os fiéis desta divindade vão todos os anos buscarem a água sagrada  retirada de uma fonte do rio Lakaxa acreditando que tem os Àses da deusa. Essa água é recolhida em jarras, transportada numa procissão seguida por pessoas que carregam esculturas de madeira (ère), tocam tambores e outros instrumentos músicas.
No retorno fazem saudação a Òrìsà Yemojá, as Altezas majestades e outras pessoas ilustres da cidade, começando por Aláké, o soberano do local, Olúbàrà, o rei de Ìbàrìbá, Abore e outros.
Yemojá é a panteã da família, dos pescadores e dos marujos.
O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas das águas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro.
Na Suméria Enki era o deus dos Oceanos e mares. Ele era um deus da fartura, da transformação e guardião das Sabedorias Ocultas. Enki sabia que a água podia trazer aos mortos vida e renascimento. Seu animal totem era a serpente e o peixe. Símbolo sagrado era a Lua e a sua cor era Azul e prata.
Deus Enki tornou panteão dos pescadores e da família. Ao fazer analogia entre o legado do povo africano e o povo da Suméria iremos observar que as suas histórias são bastantes semelhantes.
Portanto, deus Enki provavelmente é  a deusa Yemojá cultuada pelo povo da nação Yorùbá, cultuada no Brasil e em outros países. Yemojá aparece com várias facetas, mas é uma Divindade Uno.

Saudação: Ekúàbò Ìyá Odò! (Que seja bem-vindo mãe dos rios!)
 
 

 
 
Autora: Rainna Tammy
 
 
 
Fonte de Pesquisa:
 

 


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