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sábado, 7 de junho de 2014

A história de Oya Yánsàn e Sàngó




OYA/YÁSÀN/ABORÍMÉSAN: Divindade feminina dos fenômenos climáticos naturais e do rio Niger. Foi uma das esposas preferida de Sàngó.
Oya é invocada nos Ilés combater forças nocivas, concretizar algo com agilidade, quebrar forças das pessoas indesejáveis, conduzir os eguns para o plano espiritual.
Conta umas das lendas de Oya Yánsàn foi a primeira esposa de Sàngó e que teria ido a mandato do seu marido a um reino vizinho buscar três cabaças que estava com Obalúwàiyé. Havia sido recomendada para que não abrisse as cabaças, não olhasse para traz, não deixasse cair, nem quebrar e deveria entrar a Sàngó.
Oya era precipitada, ansiosa, não aguentava mais segurar a curiosidade e desejava desvendar o segredo.
Um pouco mais à frente quebrou a primeira cabaça, desrespeitando a vontade de Obalúwàiyé. Saíram de dentro da cabaça, os ventos que a levou para os céus. Quando terminaram os ventos, Yánsàn voltou e quebrou a segunda cabaça. Da segunda cabaça saíram os Eguns. Ela se assustou e gritou: Sàngó mi Oba!!!
Na vez da terceira cabaça Sàngó chegou e pegou para si, que era a cabaça do fogo e dos raios. Após resgatar a terceira cabaça das mãos de Oya, o seu povo lhe deu o título de Obakòso. Sàngó tornou-se um rei Divino dos raios e trovões. 


Ògún foi caçar na floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua direção rápido como um relâmpago; notando algo de diferente no animal, ogum tratou de segui-lo. O búfalo parou em cima de um formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa linda mulher. Era Yánsàn, coberta por belos panos coloridos e braceletes de cobre. Yánsàn fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a no formigueiro, partindo em direção ao mercado, sem perceber que Ògún tinha visto tudo. Assim que ela se foi, Ògún se apoderou da trouxa, guardando-a em seu celeiro. Depois foi a cidade, e passou a seguir a mulher até que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas como toda mulher bonita, ela recusou a corte. Quando anoiteceu ela voltou à floresta e, para sua surpresa, não encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou Ògún, que lhe disse estar com ele o que procurava, mas para recebê-lo tinha que aceitá-lo como seu homem e casar com ele.
Oya Yánsàn apaixonou por Ògún e cumpriu a promessa. Desse casamento nasceram nove filhos, o que despertou ciúmes das outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se, conseguiu embriagar Ògún e ele acabou relatando o mistério que envolvia Yánsàn. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: "Você pode beber, comer e exibir sua beleza, mas a sua pele está no depósito, você é um animal." 
Yánsàn compreendeu a alusão e saiu a procura do seu Glamour mágico. Depois que ela encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo e partiu para cima de todos, poupando apenas seus filhos.
Decidiu voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus chifres e orientou-os para, em caso de perigo deveriam bater os chifres um contra o outros; com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. E por esse motivo que os chifres estão presentes nos assentamentos de Oya Yánsàn.
Na Suméria Ishkur conhecido como Rimmon era deus do vento, da tempestade, do trovão e do relâmpago. Ishkur tinha o poder de controlar o fenômeno climático natural e domínio sobre os Ancestrais. Tinha como o símbolo mágico a espada e o relâmpago. Seu animal totem era o touro, o búfalo representando a terra e a coruja representava a sabedoria. Ambicioso, guerreiro e sedutor tinha personalidade semelhante da deusa Yánsàn.
Enquanto, que Ellil conhecido como Bel, o deus do comando da Atmosfera do Ar tinha característica semelhante de Sàngó.
Ellil teve que unir com Ishkur, conhecer o poder, o mistério dos raios e dos trovões para derrotar os seus inimigos. Essa aliança fortaleceu o seu império, conquistou riquezas patrimoniais e se tornou um rei muito respeitado na época. Tornou tão poderoso como uma machadinha de dois gumes bem afiada. A machadinha de bronze, o hectograma, tridente, os raios e relâmpagos tornou-se instrumentos e símbolos mágicos de Ellil. 


Pedra: Rubi vermelho, Pedra-do-fogo e Meteorito.

Metal: Bronze e Cobre.

Instrumento musical: Ìlù (tipo de toque de atabaque)

Instrumentos mágicos: Ide (bracelete de metal), Ìrókè (sineta ritualística), Espada, Chifre de búfalo, Ìrù (Rabo ou crina de cavalo ou amarrado num pequeno bastão), Igbá (cabaça).

Cor: vermelho, alaranjado, verde, preto e branco.

Número mágico: 9

Dia da semana: Quarta-feira.

Oferendas: Àkàrà (bolo de feijão fradinho), ameixa, azeite de palma, banana, batata-doce assado na brasa, cajá, caqui, feijão fradinho, figo, framboesa, groselha, jenipapo, laranja, manga-rosa, pera, maçã, mamão, morango, mel, melão, milho assado na brasa, pêssego, pitanga, romã, tamarindo e uva-rubi.

Animal mágico: Èdé (Búfalo).

Panteã: Égúns.

SAUDAÇÕES: Ekúàbò Oya! (Que seja bem-vindo Oya!)

Yánsàn Àyinlógo! (Yánsàn é gloriosa e louvável!)

Pawó!!! (Aplausos)

Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)







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