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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Òrìsànlá-Obàtálá



  
Òòsà (forma reduzida da palavra Òrìsà) + nlá (lá) = Òsàlà (forma reduzida do nome da divindade Òrìsànlá).
Òsàlà é um título dado a Obàtálá, o Deus Filho da Criação humana, o rei da pureza ética. A vestimenta branca é uma forma de destacar dos outros Òrìsàs. Ele é Supremo e está em conexão com todos os Òrìsàs. É um nome genérico de vários Òrìsà Funfun/Òrìsà de branco, é como são chamados por outros Orixás[1]. Todos os seres humanos são filhos do Deus Filho Supremo Obàtálá. O seu Exército Celestial veste de branco para representar a essência divina presente em todos os seres humano. No Brasil Òsàgiyán recebeu um nome genérico Oxalá jovem e Osàlúfón recebeu o nome genérico de Oxalá ancião.
Òsàgiyán é um Òrìsà jovem, alegre, generoso, solidário e ingênuo, pois não consegue ver maldade nos corações das pessoas.  Ajuda os outros mais se esquece de si mesmo. Acredita que o malefício está presente nos corações daquele ignorante, porém achava que a sua pessoa estava protegido, imune de qualquer impureza maléfica. Após passar por diversos desafios pode comprovar que primeiro deve amar a si mesmo, auto ajudar para depois amar e ser generoso a outras pessoas. Essa experiência contribuiu para a sua evolução, pois é nos erros que adquirimos forças, experiências e sabedoria.
Certo dia, Òsàgiyán vai até o oráculo e um dos Odùs revelava que era para manter vigilante, pois os inimigos estavam tentando destruir e conduzir para o submundo. Os inimigos podem manifestar como um cordeiro indefeso, mas, que agem como lobos famintos e enfurecidos. O brilho, a pureza e a perfeição incomodam os olhos, a mente e o coração dos invejosos. A cautela deve haver para que não seja pego de surpresa e quando tentar lhe pegar cairá sobre vossa armadilha porque você deve ter uma sabedoria multifocal, saber jogar e ter a chave do poder. Manter os seus amigos e inimigos confusos é uma das estratégias muito importante. Outra estratégia jamais permita que a sua vida seja um livro aberto para que as pessoas possam ler e conhecer o seu íntimo. Você deve fingir que foi atingido, foi derrotado ou deve até fingir que está morto durante uma batalha. Agindo dessa forma você ganha tempo para arrumar estratégia para derrotá-lo. Até o presente o momento o ser humano mantém esse comportamento animalesco, são capazes de devorar, matar o melhor amigo por causa do dinheiro, de uma posição social de destaque ou por causa de emprego. 
Òsàgiyán foi enganado por um espírito inferior, mistificador que rotulou como Èsù para denigrir a imagem do Òrìsà Èsù, o Benfeitor. Essa emboscada era para desequilibrar emocionalmente Òsàgiyán, causar rivalidade e duelo entre os Òrisàs. Mas, Òsàgiyán tinha certeza que Èsù não usaria essa estratégia maléfica para prejudicar alguém. Todas essas artimanhas era de um Àlùjònnú Nírèje[2] materializado.
As histórias relatadas entre o povo Yorùbá e o povo hebreus são semelhantes, poderá perceber ao decorrer dos relatos de Òsàgiyan e Yeshua; os sete anos de seca que ocorreu no povoado de Oyá e a seca do Antigo Egito. Tanto Òsàgiyán quando o Mestre Jésù passaram por diversas tribulações, traição e decepções. Nós também estamos sujeitos a passar por esses desafios da vida terrena. Òsàgiyán demonstrou que a sabedoria, o amor e a humildade devem caminhar juntos. A chama por mais que seja pequena mas consegue iluminar a escuridão. O amor perdoa, o amor supera, o amor vence a maldade. A sabedoria conduz ao caminho da liberdade, da paz e da vitória.
Osàlúfón é um Òrìsà que adquiriu experiência, sabedoria no decorrer da sua encarnação na Terra. Costuma manifestar como um idoso para demonstrar humildade apesar da sua grande sabedoria. O Òrìsà Ayrà e outros vestidos de branco  pertencem ao elemento Ar.

Instrumentos mágicos dos Òrìsàs de branco: mão de pilão, pilão, cajado, búzio branco.
Instrumento musical: Chocalho de Igbá, tambor, Gã.
Animais-totem: pombo-branco, galo branco, carneiro branco.
Pedra: Cristal rocha, Pedra de rio, Quartzo-leitoso.
Metal: Ouro branco, prata e alumínio.
Artes: Colar de sementes brancas, plumas de pavão branco, cachimbo e tambor.

Cor: Branco.
Elemento: Ar/Atmosfera
Número mágico: 01, 07
Dia da semana: Sexta-feira.

Oferendas: Canjica-branca com cobertura de clara em neve, arroz doce, escaldado com farinha de milho branco, cebola doce e azeite de oliva, feijão branco, nozes de cola, leite, água, mel, algodão branco, moeda prateada, cocada, rosas e velas brancas. 
Ervas: Algodão branco, manjericão branco, alecrim, rosa branca trepadeira, folha de coqueiro do Brasil, folha de milheiro branco, saião etc. 
Panteão: dos pastores (criadores de ovinos) e pai das invenções.
Símbolos: Òsóró (cajado), saco da criação e os Universos.
SAUDAÇÕES: 
Obàtálá Àyinlógo! (Obàtálá é glorioso e louvável!)
Pawó Aláàbáláse!!! (Aplausos para aquele que tem poder e comanda!!!)
Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira).




[1]Oxalá = exprime desejo de realização de um fato; tomara; queira Deus.
Etimologia: Do árabe إن شاء الله (in shaa Allaah): se Deus quiser.

[2] Espírito engador, máléfico, trapaceiro.


Fonte de Pesquisa:


Shrine Obàtálá - Nigéria http://youtu.be/0gOaxnUeJZU?list=RDYB7lztYu6so

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