Omolú era um jovem vigoroso que desde
cedo foi preparado por um grande Oso para tornar um feiticeiro. Omolú
tinha um coração generoso e caridoso. Aos cinco anos de idade deparou com a queda
de um pássaro que agonizava no solo. Ele pegou-o o pássaro quase sem vida, soprou
para que viesse despertar, colocou no centro da sua pequena mão, de repente o
pássaro voo e foi embora. Naquele momento a Força vital curadora manifestava naquele
pequeno ser. O seu Mestre Oso percebeu que Omolú tinha o
Dom de curar a Terra dos males, pois nas palmas das suas mãos saiam chama de luzes
coloridas e tudo que tocava era curado.
Quando havia algum tipo de epidemia na aldeia Omolú,
o salvador pegava a sua vassoura de palmeira para limpar o Ar, as ervas para
defumar, água para lavar a alma, o fogo para espantar e eliminar a enfermidade.
Certo dia Omolú recebeu um convite da
Aldeia vizinha para uma grande festa e preparou-se para viajar no dia
seguinte. Quando acordou viu que o seu corpo tinha sido afetado com a maldita varíola.
Como não podia faltar na festa da Aldeia vizinha, colocou um capuz feito
de ìko[1],
vestiu-se de palha[2] e
foi fantasiado de Sànpònná, mas uma jovem assustada ver o rosto desfigurado, reconhece Omolú e começa a gritar:
- Não olhe no rosto dele para que não seja
contagiado pela peste negra.
Naquele momento a enfermidade já se espalha na região no
qual Omolú visitava, o povo se revolta e culpa-o por ter levado
enfermidades para a Aldeia. Chateado com o acontecido retorna para a sua Aldeia,
na região de Taba, socorre todos os enfermos espantando a peste negra. Alguns acreditavam a peste negra foi embora por causa das vestes que usava. Outros acreditavam que as vestes que usava pode esconder a enfermidade do seu corpo, mas a sua Força Vital curadora pode operar milagres que surpreenderam os curandeiros do local.
A enfermidade alastrava por quase todas as regiões da África ceifando centenas de vidas, mas Omolú de Taba, o grande feiticeiro utilizou as suas Forças Vital Curadora, o Àse Ìwòsàn para socorrer o seu povo e as suas mãos de luz pode curá-lo.
A enfermidade alastrava por quase todas as regiões da África ceifando centenas de vidas, mas Omolú de Taba, o grande feiticeiro utilizou as suas Forças Vital Curadora, o Àse Ìwòsàn para socorrer o seu povo e as suas mãos de luz pode curá-lo.
A noite já aproximava e cansado vai para o seu
repouso descansar, mas ao levantar e ver no espelho percebe que o seu corpo estava limpo e sem manchas. Ele descobre que
auto curou. Omolu venceu a morte e renasceu.
Omolú veste de enigma e o seu capuz feito de palmeira igi ògòrò pode esconder os mistérios do desenvolvimento e do odor da peste negra.
Omolú veste de enigma e o seu capuz feito de palmeira igi ògòrò pode esconder os mistérios do desenvolvimento e do odor da peste negra.
Por ter salvo centenas de vida, o povo reconheceu
e deu o título de Obalúùaiyé, o rei da Terra de Taba[3]. O Rei do Mundo dos encarnados e do mundo dos desencarnados como ficou conhecido. Ele detém o poder dos espíritos e dos ancestrais,
os quais o seguem.
Obalúùaiyé oculta sob o saiote o mistério da morte e do renascimento (o
mistério do gênesis). O nosso corpo contém energia do solo, pois tudo que
alimentamos vem da terra, somos terra e nosso corpo após a morte orgânica se
torna adubo ou seja, viemos do pó e pó volta a ser.
Obalúùaiyé carrega consigo um o Sàsàrà,
espécie de cetro de mão, feito de nervuras unidas da palha do dendezeiro,
enfeitado com búzios e contas usado para captar das casas e das pessoas todas
energias negativas. O Sàsàrà é usado para varrer as enfermidades do Plano Físico, as
impurezas e males sobrenaturais.
Na Suméria os curandeiros também usavam água, óleo vegetal,
argila, fogo, defumação, o sopro, poções e feitiços para combater uma
enfermidade, uma maldição ou algum problema de ordem espiritual. Eles ficavam
mascarados usando a carcaça de um animal sobre a cabeça, vestiam pele de
tubarão ou outros animais, assobiavam, gritavam, pois acreditavam que com gestos
aterrorizadores poderiam mandar embora os espíritos maléficos, as doenças ou
qualquer infortúnio. Os curandeiros evocavam a deusa Ningirin antes de socorrer um enfermo e pedia para Sibitti, o deus da morte para que se
retirasse e retomasse para o submundo o seu lugar.
Número: 7 e seus
múltiplos.
Dia da Semana: Segunda-feira
/ Quarta-feira - dia da Cura e da Libertação;
Cor: preto,
vermelho e branco é a cor mais usada. Porém, há outra cor benéfica que pode ser
usado numa cura.
PRETO para neutralizar o malefício;
BRANCO para purificar;
VERMELHO – na cromoterapia esta
cor é utilizada para cura de depressões, anemias, fragilidade emocional,
auto-estima, problemas nas pernas, e problemas circulatórios.
LARANJA – serve para bloqueios na
expressão de sentimentos, doenças dos órgãos reprodutores, problemas na bexiga,
infecções em geral.
AMARELO - curar os problemas do
aparelho digestivo (digestões difíceis, úlceras, problemas de trato
intestinal).
VERDE - serve para curar dores em
geral, problemas respiratórios, asma, bronquiolites.
ROSA – é usado para equilibrar o emocional e devolver o bem-estar em geral.
AZUL – combate a enxaqueca, acalma o nervosismo,
ansiedade, stress, e a insônia.
LILÁS – serve para curar o cansaço geral, medos, fobias,
traumas etc.
Amuleto: Sàsàrà
Símbolo: Vassoura
de palmeira.
Animal-totem: Cão.
Elemento: Terra.
Data da homenagem: Mês de agosto, dia 25.
Panteão: dos
Dermatologistas, dos Enfermeiros e dos Curandeiros.
Oferenda: a pipoca sem sal é colocada em um alguidar (vasilha de
barro), enfeitada com pedacinhos de coco e mel. Jogar flores de Obalúùàiyé
(pipoca estourada no azeite de dendê) sobre a pessoa enferma restabelecer sua
energia vital é uma tradição milenar.
Sincretismo: Na religião africanizada tradicional ou neopagão, a
doutrina não está fundamentada no cristianismo e não tem sincretismo. Alguma
nação do Candomblé, do Omoloko e da Umbanda há Sincretismo.
Ritual sagrado: Olúbáje (comer juntos para comemorar a vida
e dançar sob folhas da mamoneira para comemorar a morte). Todo ser humano morre
várias vezes e renasce no decorrer da sua vida na Terra.
Saudação:
Ekúàbò Obalúùaiyé! (Que
seja bem-vindo Obaluaê!)
Obalúùaiyé Àyinlógo!
(Obaluaê é glorioso e louvável!)
Pawó Aláàbáláse!!! (Aplausos para
aquele que tem poder e co manda!!!)
Atótóo! Ódé (Silêncio! Ele chegou).
Arére! (Silêncio!)
Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)
[2]
Sua vestes era composta de duas partes o “Filá” e o “Azé“, a primeira parte, a
de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa,
acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu
asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em
alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô,
espécie de calça, também chamado “cauçulú“, em que oculta o mistério da morte e
do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde
supostamente carrega seus pós mágicos de cura e libertação.
[3] Obalúùaiyé tornou um deus-homem após atingir o grau de evolução superior conquistado durante a sua experiência de vida. A maturidade, a idade cronológica contribuiu para que continuasse reinar com sabedoria e usufruir das riquezas conquistadas durante o seu governo. Títulos e méritos foram conquista importantes.
Quando Obalúùaiyé manifesta como idoso é para demonstrar a sua humildade. Omolú e Obalúùaiyé é um Òrìsà Uno. O título diferente apenas para demonstrar estágio da sua vida, período jovial de aprendizagem e Ancião demonstra experiências e sabedorias adquiridas.
As religiões
Afro-brasileiras creem que Obaluaiyé é um Òrìsà Jovem "Dono
da Terra da Vida" e Omolu é um Òrìsà Ancião, o senhor dos
cemitérios, Divindade das doenças.

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