Òsun - Arte: André Luiz
É na Nàìjíríà a cidade de Òsogbo, Estado de Òsun, tem um rio
sagrado conhecido como Rio Òsun e um templo que homenageia a rainha Òsun,
a grande Divindade (Irúnmolè) regente das águas doces e dos nascimentos
(Crianças). Ela foi mulher de Sàngó, Ògún, Òsóòsì, Òrúnmìlà e
segundo algumas fontes, até do próprio Obàtálá (Òsàlá). É
considerada Mãe de Ológùn Ede, o Poderoso Feiticeiro de Ede, filho que teve com
Ode Òsóòsì e com Ode Erinlè, segundo outros.
Centenas de pessoas Ìjèsás foram presas, trazidas para o Brasíl,
vendidas nos Mercados e tornou escravos. Sua identidade era trocada, um novo
nome recebia ao ser batizado por um frei ou sacerdote católico. A religião
cristã era imposta pelo clero e pelo seu dono. Tinha que seguir e obedecer todas as ordens clericais e sociais.
Com eles vieram a sua história e sua cultura, mas as suas
religiosidades foram proibidas de praticá-las. Apesar dos castigos cruéis e
mortes praticadas pelos seus donos, a cultura e a fé não podiam morrer. Criaram
estratégias para continuarem cultuar os Imolè. As estatuetas eram
feitas de madeira ou argila no momento em que os jagunços estivessem dormindo e
enterradas juntamente com as oferendas.
Uma das divindades mais cultuadas na Umbanda, no Candomblé e até mesmo
na Santeria em Cuba era Òsun, a deusa do amor e do ouro, senhora de
todas as águas doces, rios e cachoeiras.
Òsun, a Vênus Africana é uma deusa da fecundidade, responsável
pela procriação e pela continuidade da espécie humana é cultuada pelas donzelas
que desejam casar e ter filhos.
Segundo a mitologia africana a mulher que não
conseguisse engravidar deveria a cada cinco dias dirigir-se ao rio próximo a
sua casa, carregando sobre a cabeça um pote pintado de branco e levar contigo
presente a Òsun. Deveria preparar ègbo (milho branco cozido), yánrin
(refogado de uma planta popularmente conhecida como serralha no Brasil), èkuru (de
inhame com dendê) e èko (pudim de milho branco). Juntar a essas comidas obì e
orógbó e, antes da alvorada, levar tudo ao rio, acompanhado por um grupo de
crianças cantando em coro. Ao chegarem, deveria encher o pote branco com água
do rio, entregar as oferendas nas águas e retornar cantando. A água seria
então, despejada num pote chamado Àwè e, nos cinco dias subsequentes, deveria
ser usada para banhos diários e também para beber. Muitas mulheres receberam as
bênçãos da Deusa Vênus concebendo no seu ventre o filho o que tanto desejava.
Elas podem conceber no seu ventre Èjìré/Ìbejì e Doum. Todos os filhos que foram concebidos por intercessão de Òsun gozavam
de perfeita saúde porque amamentaram do sangue que transformou em leite.
Na Suméria a deusa da Fecundidade, da Riqueza e do Amor era Inanna. Todas mulheres inférteis recorriam a essa deusa para que pudessem ter filhos, prosperarem nas produções agrícolas. Inanna também ficou conhecida como a deusa Vênus da Suméria, criou oráculo de adivinhação e preparou diversas sacerdotisas.
Yemojá pariu Òsun na profundeza das águas do rio no Odù Òsér’ogbè – Nàìjíríà. O povo a fim de homenageá-la batizou o local e o rio com o nome de Òsun.
As crianças que nascem nesse local recebem o nome de Òsun e na
época do festival, as famílias vão buscar a água sagrada do rio Òsun para ser
usado nos seus ritos e rituais mágicos. Os pedidos, os agradecimentos, as oferendas são lançadas nas correntezas do rio Òsun e tocar na água sagrada simboliza bênção da poderosa Iyá mi Òsun.
Cor: Amarelo, Azul e
Vermelho.
Animal-totem: Arara
vermelha.
Pedra: Pérola, Topázio real
amarelo, Pedra-do-rio.
Metal: Ouro amarelo, Cobre
e Bronze.
Dia da Semana: Sábado (Ojó
Àbáméta) e na Nigéria é no primeiro dia da semana Yorùbá dos quatro dias (Ojó
Awo)
Símbolos ritualísticos: Eta
(pedras de rio), owó eyo (búzios), àwè (pote de cerâmica para água), aso funfun
(pano branco), ide wéwé (pulseiras de cobre), òòyà (pentes de madeira, cobre,
etc), Abèbè (leques), Ìrùkèrè (elemento símbolo de realeza), etc.
SAUDAÇÕES:
Ekúàbò Òsun! (Que
seja bem-vindo Òsun!).
Pawó Òóré Yèyé o (Aplausos para Mãe da Bondade!!!!.
Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)





