Culto Ègúngún é uma prática milenar do povo yorùbá da região de Togo,
Benin e Nigéria. Zangbeto é um espírito ancestral que saiu do mar mascarado,
coberto com folhas da palmeira Rafi dançava durante a Lua Cheia demonstrando o
seu poder sobrenatural. Sua roupagem tinha formato de cônico com muito
colorido dançava para assustar e espantar todo o mal do povoado¹.
Zangbeto, o vigilante noturno vai para céu e não retornou mais. O líder
ancião Zangan criou uma figura mascarado com roupagem de palmeira Rafi, chifre
e com muito colorido começou a tocar o tambor evocando e invocando a presença
do espírito ancestral Zangbeto. De repente o povo entra em transe e os Zangbetos manifestam. A partir daquele dia o líder ancião incorporou tal festividade e
entretimento num culto religioso.
O Zangbeto está dividido em três categorias:
1- Zanholu, espírito maior que emergiu do mar é
líder dos Zangbetos manifesta em ocasião especial;
2- Ataho,
espírito ancestral popular, manifesta nas festividades menores da comunidade. Dança
com fogo a fim de iluminar os outros Zangbetos menores;
3- Oho yin-yin Ataho, espírito menor do vigor e da
juventude vem dançando de forma mais ágeis e acrobáticas.
Os líderes Kogan são responsáveis pela supervisão das cerimônias e
Kregbeto, o espírito diurno guiam as multidões durante a apresentação.
Os Zangbetos exercem o controle social vigiando o dia e a noite. Eles apresentam
nos festivais públicos e combatem qualquer tipo de violência.
O ilusionismo faz parte da festa e do entretimento. A apresentação é espetacular
e encantadora.
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1- As cores representam aspectos da vida como a fertilidade, vitalidade,
dor, sacrifício, morte, maturidade, entre outros.
Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)