Arte: Nilson T. Oshaguian
As Ìyá-mí
tornaram-se conhecidas como às senhoras dos pássaros, a causadora de pavor à humanidade.
Por causa do mito que espalhava de aldeia em aldeia como sendo feiticeiras mais
perigosas do mundo, a sociedade Àjé foi muito perseguida.
As Ìyá-mí são adoradoras da Lua, do Fogo, da Noite, das deusas Ìyá Àgbà Olósà Nàná, Ìyá mi Yemojá e Ìyá mi Òsùn. Todos os seus ritos e rituais são feitas após a por do Sol. Essa sociedade feminina se reunia a noite formando um grande círculo das feiticeiras emplumadas. Elas podem voar como um grande pássaro e penetrar nos mistérios ocultos. As bruxas noturnas evocam as deusas tríplices (Olósà Nàná, a Anciã; Yemojá, a genitora e Òsùn, a donzela procriadora). Também invocavam as energias naturais da Terra e assumem uma forma divina durante os seus ritos mágicos.
Atualmente o grupo da Nova Era incluem homens no Grande círculo mágico da Bruxaria noturna africana.
As Ìyá-mí são adoradoras da Lua, do Fogo, da Noite, das deusas Ìyá Àgbà Olósà Nàná, Ìyá mi Yemojá e Ìyá mi Òsùn. Todos os seus ritos e rituais são feitas após a por do Sol. Essa sociedade feminina se reunia a noite formando um grande círculo das feiticeiras emplumadas. Elas podem voar como um grande pássaro e penetrar nos mistérios ocultos. As bruxas noturnas evocam as deusas tríplices (Olósà Nàná, a Anciã; Yemojá, a genitora e Òsùn, a donzela procriadora). Também invocavam as energias naturais da Terra e assumem uma forma divina durante os seus ritos mágicos.
Atualmente o grupo da Nova Era incluem homens no Grande círculo mágico da Bruxaria noturna africana.
Segundo
Ronilda Iyakemi Ribeiro “as Ìyá-àgbà (as anciãs, pessoas de idade, mães idosas
e respeitáveis), também chamadas Àgbà; Ìyámi (minha mãe), Ìyámi Òsóòròngà, Minha
mãe emplumada; Àjé/Eléye Senhora dos pássaros, representam os poderes místicos
da mulher em seu duplo aspecto – protetora, generosa e perigosa e destrutiva.
Segundo
Pierre Verger, a feitiçaria é considerada anti-social em muitas culturas,
porém, na sociedade Yorùbá tradicional, as Àjés (feiticeiras) não são
execradas, mas constituem um dos pilares essenciais da comunidade.
Todos os
ancestrais femininos, as Ìyagbà ou Ìyámi, têm sua instituição em sociedades
como Egbé Eléye, Egbé Ògbóni e Egbé Gèlèdé, consideradas secretas pelo fato de
os seus conhecimentos serem transmitidos apenas a iniciados.
As
mulheres pertencentes ao grupo de devotos das Ìyámi são chamadas Ìyá-Àgbà ou
Ìya Aiyé (Mães do Universo, Mães Anciãs ou Veneráveis Mães Anciãs); Ìyá mi mulheres que são mães e os homens
são chamados de Òsó (Bruxo, Feiticeiro). Ambos ficam atribuídos do poder
de manipular o destino humano através de rituais de consagração. A aquisição do
poder das Ìyámi ocorre pelo nascimento, por herança e pela iniciação. Diz o provérbio que o filho de Iyami
tem sexto sentido mais aguçado podendo sentir, ver as energias astrais com
mais nitidez e comunicar com mundos de outras dimensões.
No
Brasil a história da Ìyámi Òṣòròngà (Divindade Senhora Feiticeira) também
chamada de Ìyámi Àjẹ́ e Ìyámi Ẹlẹ́yẹ), Ìyámi Ayé (Divindade Terrestre) e
principalmente as Àjẹ́ (Feiticeiras), o termo Yorùba Ìyámi (que literalmente
quer dizer MINHA MÃE) é um termo utilizado para referir-se a diversas energias
foi bastante difundida como algo maléfico, perigoso e monstruoso.
Na
Nigéria o culto a Ìyámi Òṣòròngà, consequentemente o culto de Àjẹ́ (feiticeira)
e Oṣó (feiticeiro), é secreto e restrito.
Àkàlà (faz o morto renascer para a vida terrena) é o pássaro sagrado das Àjés cultuadoras da Lua. Segundo a mitologia existem muitos humanos zumbis que foram ressuscitados pelos seus poderes das anciãs feiticeiras.
As Àjẹ́ e Oṣó pertencem ao grupo dos Àjògún, guerreiros que lutam contra o ego e prezam o equilíbrio do Universo, liderados por Èṣù e Ìyámi Òṣòròngà, energias que só devem ser cultuadas por aqueles que possuem equilíbrio psíquico, emocional e zela pela sua moral. Lidar com Energias Astrais dos Ancestrais exigem cautela e conhecimento avançado sobre o Mundo Espiritual. Jamais um leigo ou iniciado podem fazer evocação espirituais sozinhos ou evocar Energias Espirituais por curiosidade porque pode ocorrer a presença de Energias Espirituais Nocivas, a fim de enganá-las e pode ser confundida com Espíritos de Luz. Não se pode confundir Evocação com Invocação[1]. É comum muitas pessoas associarem a Invocação e a Evocação como sinônimo de Invocação, enquanto possuem uma diferença definitiva em um ritual mágico. As invocações de deuses e de energias elementais podem ser efetuadas por quaisquer pessoas sem nenhum perigo porque essa Energia irá auxiliar nas suas magias lícitas ou na aproximação do Divino. O elo com o Cosmo é muito importante para que nós mantenhamos a Essência Divina na nossa mente e no nosso coração. A meditação é um exercício mental que conduz ao mundo da harmonia, da paz e do amor.
As Ìyámi são zeladoras da existência, guardiãs do destino e do ocultismo: por isso sua boa vontade, essencial à continuidade da vida e da sociedade deve ser cultivada.
As Ìyámi são zeladoras da existência, guardiãs do destino e do ocultismo: por isso sua boa vontade, essencial à continuidade da vida e da sociedade deve ser cultivada.
A partir do momento que uma pessoa deseja fazer um Bruxedo Ilícito terá que estar carregado de Energia Nociva para prejudicar alguém. Neste caso exige invocação de espirituais inferiores faça presente no momento da manipulação, ou seja, quem irá atuar, aproximar e executar a ação serão espíritos de alta peculosidade como: espíritos homicidas, suicidas, estupradores, psicopáticos etc.
Se a pessoa tiver sensibilidade mais aguçada poderá entrar em transe e será desastroso. Eles não fazem nada de graça e as cobranças virão de forma violenta sobre os executadores do Bruxedo Ilícito e sobre a família.
Há sacerdotes que divulgam vídeos ou publicam nas suas obras incentivando a Bruxaria Solitária e diversos tipos de manipulação de Bruxedo Ilícito apenas para ganhar fama, dinheiro e não pensam nas consequências dos leitores leigos que colocam em prática tais atos no momento de desespero.
Portanto, queridos leitores tenham bastante cautela, discernimento e sabedoria ao executar tais atos no seu dia a dia.
Animal-totem: Coruja e gavião real.
Número: 8.
Lua: Minguante, Crescente/Cheia e Nova.
Cor: Verde, preta, branca, lilás, amarelo ouro, azul royal e vermelho.
Cor: Verde, preta, branca, lilás, amarelo ouro, azul royal e vermelho.
Local sagrado: Encruzilhada e floresta.
Instrumento mágico: Vassoura, cabaça
Instrumento mágico: Vassoura, cabaça
Oferendas: flores, frutas, plumas, ovos, colar, búzio, brinco etc.
[1]
EVOCAÇÃO s.f. Ação de evocar, de recordar, de lembrar: a evocação do passado.
Ação de fazer aparecer através de exorcismos, entidades sobrenaturais, espíritos
ancestrais para realizar algo benéfico ou maléfico. A Evocação já é o convite à
Divindade para participar do ritual em matéria astral ou espiritual dentro do
espaço sagrado.
INVOCAÇÃO s.f. Ação de
invocar e de chamar por alguém. Chamamento; pedido de socorro; rogo. Súplica
de forma poética a uma divindade ou um espírito amigo para pedir inspiração,
auxílio, intuição e luz para concretizar algo benéfico para si mesmo ou para o
próximo. A Invocação se caracteriza por convidar a Divindade para participar do
ritual no corpo de uma pessoa responsável.
Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)
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Fotos da internet: autores desconhecidos













