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domingo, 4 de junho de 2017

Animais totens e o xamanismo


Desde do início da povoação no Planeta Terra, o ser humano conviveu lado a lado dos animais e tiveram fortes ligações. A domesticação dos animais selvagens foi introduzida ao meio ambiente humano e puderam observar o benefício que receberam da grande Mãe-terra. Cada animal tem uma característica mágica defensiva e poderosa nos rituais dos xamanismos. Pesquisa científica comprovou que o animal pode trazer cura  de diversas enfermidades, equilíbrio o emocional, limpeza mental, alivia dores e traz bem-estar em geral. Os costumes ancestrais permanece presente até hoje.
Na Astrologia Zodíaco aparece a Roda dos Animais em conexão com o ser humano. A simbologia animal está fortemente presente nos oráculos e demais rituais religiosos. Na Arte Antiga os animais e os seu habitat são respeitados, as espécies são preservadas e não são mortos nas cerimônias ou rituais religiosos. 
O animal é um totem sagrado cultuado como energia de força e poder no início de qualquer ritual xamas. Entrar em conexão com a energia do seu animal totem pode atar o elo natural entre o ser humano e o Reino Animal Irracional.
O leão foi o animal mais temido e mais cultuado pelo ser humano. Deixa que um animal te escolha como amigo. Um amigo sempre protege aquele que oferece respeito ao seu habitat e o ecossistema. Um animal só ataca o ser humano se ele sentir ameaçado, só entra no meio ambiente humano para alimentar porque o ser humano na sua ganância destrói a natureza de forma brutal. Se deseja ativar a energia da mãe natureza é preciso defender, respeitar o ecossistema para obter proteção de um animal.    





Poderá colocar o totem em diferentes áreas de sua casa:
Para fortalecer a saúde poderá colocar a serpente verde e um urso jovem e saudável.
No quarto do casal eu sugiro para que coloque casal de passarinho como: pombo-branco, casal de João-de-barro (Furnarius rufus), casal de Cisne, casal de Jaburu/Tuiuiú, casal de Albatroz-marinho, casal de Arara-azul e um casal de Cavalo-marinho, símbolo de lealdade, fidelidade, companheirismo, harmonia e felicidade;
Na casa ou no escritório, poderá usar a estatueta ou quadro de cavalo, que está associado à beleza, força, liberdades de movimentos e a resistência. O cavalo tornou um animal tão poderoso que até as ferraduras tornaram sagrados. 
O bode é um animal totem da maçonaria, símbolo de sabedoria, consciência realista, determinação e persistência;
Para casal que deseja ter filhos deve colocar fotos de uma Cegonha carregando um bebê com o seu forte bico e roupa de recém-nascido atrai energia de nascimento e família numerosa;
Para quem deseja mudanças e transmutação deve colocar figuras ou fotos de Borboletas e Serpentes não venenosa;
No quarto infantil é ideal que coloque o urso como totem. Os ursos acumulam as energias curativas quando hibernam; os peixes em movimento na água transmitem energia de paz, tranquilidade e bem-estar em geral. O golfinho simboliza a alegria e a comunicação. O cão e a tartaruga transmitem a energia de proteção e segurança.
Na entrada da casa ou na sala deve ficar o animal totem principal como o guardião do lar. Poderá colocar cada totem representando um elemental da natureza. No Sul os animais do elemento Terra como: Búfalo, Touro,  Cão, Lobo, Canguru, Elefante, Cavalo, Tatu; No Oeste animais do elemento Água: peixes; No Norte animais do elemento Ar/Vento como Pássaros, Borboletas, Libélula e no Leste animais do elemento Fogo como Dragão, Leão, Pantera, Onça, Tigre, Bode etc.
       


Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Alambamento: tradição africana



Cada povo, cada etnia construiu a sua cultura baseado na realidade do momento. Esses costumes e tradições foram passando de geração em geração de forma oral e praticando no dia a dia dentro da comunidade.
A cultura africana é rica em detalhes que encanta quaisquer olhos. A arte de tocar instrumentos musicais, de dançar, de cantar, de gingar, de glorificar, cultuar os deuses e tudo que há na natureza são surpreendentes. Porém, há pouca comunidade primata que mantém a cultura ancestrais. Os líderes Clãs africanos conservadores lutam para manterem vivos a cultura do seu povo, principalmente o idioma falado pela etnia que pertence.


Há etnia africana que é radical, não permitem pessoas estrangeiras dentro da sua comunidade porque eles acreditam que os estrangeiros podem levar maldição, doença e outras consequências para o seu povo. Às vezes pessoas angolanas de outras etnias eram proibidas misturar e foram marcadas com tatuagens tribais. Cada tribinagem exibia a sua marca para identificá-los. 


O que é bastante interessante é saber que algumas etnias africanas que vivem nas cidades que foram invadidas e exploradas pelos europeus não deixaram morrer a sua cultura. Mesmo nos dias atuais, falando outro idioma, atuando numa religião cristão alguns preservam a cultura ancestrais. Algumas cidades imperiais que foram invadidas, exploradas e dominadas pelos islãs são obrigados serem muçulmanos e aceitar a cultura islâmica como pura e verdadeira.
Os islâmicos radicais perseguem e matam os cristãos e os africanos animistas. A crueldade contra as pessoas do sexo feminino tem aumentado a cada dia que passa. Para torna pura e aceita dentro da religião islâmica é preciso haver a mutilação genital sem anestesia. Dezenas de crianças, adolescentes e mulheres morrem por hemorragia e infecção. Onde há domínio islâmico tudo é controlado pelo governo. Os jornalistas não podem divulgar tudo que viu e comprovou. Só deve falar em favor do governo e da religião islâmica.
O interessante que os bakongos (bantus do norte da Angola) que vivem nas cidades grandes ainda preservam o Alabamento tradicional e procuram manter a cultura da sua etnia.   


O alabamento no Brasil é desconhecido, não é praticado. Apesar, que existe diversas etnias angolana no país. O alabamento é algo muito sério, dote que o pai, a tia paterna também recebe muito dinheiro. Ter uma filha educada, trabalhadeira e prendada é algo valioso dentro da comunidade angolana. Um rapaz que desejar uma rapariga para um alabamento precisa ter bens materiais e a rapariga escolhida após o alabamento tem que ser parideira, isto é ter muitos filhos.
O alabamento ocorreu entre etnias diferentes com objetivos de unir forças, poderes, riquezas e ser bons vizinhos. O dote é uma proteção e segurança de um bom alabamento.

Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)  


Las tribus olvidadas de Angola: https://youtu.be/E39GX_XX38c

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quilombola Mata Cavalo - MT



Quilombola Mata Cavalo está situado próximo a cidade do Livramento em Mato Grosso. Local de refúgio de escravos revoltados com os maltrato severos praticados pelos senhores de terra e feitores. Eles resolveram buscar a liberdade e segurança fugindo para o local de morros com difícil acesso. Dezenas de escravos de origem sudaneses da tribinagem Deen-Kuh (Dinka) e da tribinhagem nilotic Nuer - por terem experiência na criação de rebanho e na agricultura foram trazidos para a região Centro Oeste - Mato Grosso. Outros negros angolanos da etnia Bakongo (Tchowa ou Tchiowa - Cambinda/Rwanda/Zaire/Uíge) e os ganenses da etnia Asante/Ashanti especialistas na exploração de ouro, construção de casas e agricultores foram para capitania Mato Grosso, hoje Vila Bela da Santíssima Trindade.
No final do século XVIII, diversos escravos revoltados com situação que viviam, fugiram adentrando nas matas fechadas mato-grossense em busca de um lugar seguro para abrigar. Alguns sudaneses descendentes dos faraós negros de Núbia habitaram em Mato Grosso e outras partes do Brasil. Eles foram escravizados. Existem possibilidades que nove sudaneses refugiados, juntamente com dois nigerianos foram os fundadores da comunidade Quilombola de Mata Cavalo. A região de morro com diversos obstáculo, água, solo fértil contribuíram para a sua permanência no local e para abrigarem outros refugiados. Atual  Comunidade Mata Cavalo foi habitada por negros foragidos das fazendas pantaneiras.


Os Bakongos e os escravos da etnia Asante/Ashanti – Gahna refugiaram nas florestas da capitania Vila Bela da Santíssima Trindade.
No mercado da capitania de São Paulo havia diversas etnias africanas. A venda de maior quantidade escravos foi para a região do Nordeste concentrando o povo vindo da região da Guiné; em Salvador os negros eram da Nigéria, Bakongo, Costa do Marfim, Dahomé; na região Sul predominou os negros vindo da Nigéria; na região Sudeste, Rio de Janeiro estava a concentração de negros escravos vindo da Bakongo, Nigéria, Sudão, Gahna e Kenya da etnia Pokot/Massai.
As mulheres europeias preferiam as escravas moçambicanas, nigerianas e guineanas para os trabalhos domésticos e para amamentarem os seus filhos por serem leiteiras e dóceis.
Após a abolição da escravatura no Brasil, alguns descendentes europeus mesmo sofrendo preconceito social e racial assumiram relacionamento amoroso com as afro-brasileira. A miscigenação de raça e cultura ocorreram de forma inevitável. Os mulatos são afros brasileiros presente na maioria dos Estados brasileiros. Também os caboclos¹ aumentaram de forma surpreendentes em toda as regiões brasileiras.
Provavelmente, os ancestrais da comunidade Mata Cavalo mantiveram isolados de outras etnias para manterem seguros, protegidos e a sua cultura viva.
No século XIX, a ideologia cristão ocasionou conflito interno, divisão e enfraquecimento da Comunidade Mata Cavalo - MT. Os cleros católicos começaram visitar a comunidade periodicamente com intenção catequizá-los e convertê-los para religião católica. A igreja era responsável de arrumar trabalho nas fazendas vizinhas para os convertidos.
A cultura portuguesa e a religião católica apostólica romana foram impostas para que os afros brasileiros aceitassem como única religião verdadeira. Todos tinham de  serem batizados, seguir fiel a fim de obter uma alma. Era o dever da igreja pregar ideologia para que a sociedade passiva aceitassem como verdade absoluta. Aquelas pessoas que doavam o seu dízimo e oferta eram acolhidas pela santa igreja e salvas.
Com o passar do tempo, grandes quantidades de quilombos e quilombolas deixaram a sua cultura desaparecer quase por completo e desconhecem as suas verdadeiras origens.
Os descendentes afros que habitam nas terras conquistadas pelos seus ancestrais vivem na incerteza de um dia melhor por causa dos conflitos com fazendeiros que tentam tomar as suas terras.
Os militantes moderados afro-brasileiro vem reunindo com grupos de outras etnias africanas com projetos e propostas para uma solução para as comunidades dos Quilombos e Quilombolas existentes no Brasil. Exigindo direitos iguais a todos os cidadãos brasileiros. Todos os afro-brasileiros e seus descendentes devem receber os títulos das suas terras como os verdadeiros proprietários.
A origem do nome Mata Cavalo foi por causa da grande quantidade de juá-bravo (Salunum viarun) planta daninha, típica da América do Sul que possui espinha na folha, no caule e produz fruta que assemelha uma melancia verde. Os senhores de terra criadores de equino tiveram grandes prejuízos com os seus rebanhos porque todos os cavalos que iam para aquela região tinham o intestino arrebentado por ingerir a planta tóxica. Por esse motivo batizaram o local de Mata Cavalo. Há outra versão, contam os antigos que os mensageiros só chegavam na comunidade montado num burro por ser de difícil acesso. Somente um burro, animal resistente chegaria aquela aldeia, mas o mensageiro viajava a noite num dia chuvoso e ao passar num lamaçal o burro atolou e acabou morrendo. Então, o mensageiro batizou o local de Mata Burro. A comunidade achou o nome feio e achou melhor chamar de Mata Cavalo. O juá-bravo arrebenta o intestino de qualquer ser vivo que ingerir levando a morte. Apesar da planta ser tóxica os curandeiros cozinhavam as frutas e aplicavam na pele para combater coceira de origem bacteriana e faziam compressa para que o furúnculo viesse eliminar as impurezas.
Todos os educandos devem conhecer a verdadeira história dos negros africanos. Resgatarem a cultura ancestrais da sua etnia. Cada brasileiro deveria conhecer a sua história e saber identificar a sua verdadeira origem.





Autora: Iney Lúcia (Raina Yashira)

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1- Mistura da raça europeia com raça nativa brasileira (índios).

Odisseia Tribal Os Dinka Tribal Odyssey The Dinka FULL HD: https://youtu.be/fO9Idq0y7fY

The Dinka tribe: https://youtu.be/0uu6tuwG5a8

Dinka Bor vs Mundari 2013: https://youtu.be/hw3Js-r8sXk

Nuer, history of Ethiopia: https://youtu.be/wuaB59oBnJY

Origens, Os Povos de Angola: https://youtu.be/9b1rux6R6-8

O noivado em angola - alambamento: https://youtu.be/Cb9ZTWRhk50

Casamento Tradicional Em Angola (Pedido): https://youtu.be/79pKOX70rj0

Casamentos Em Angola Filmagem De Casamentos Liguem: https://youtu.be/TfFOFrTS05E